sexta-feira, 22 de julho de 2011

Fogos sobre o Mármara (2011)






(França, Venezuela, 2011, 74min - Direção:
Tocante, Sensível, Chocante! 


Em virtude dos últimos ataques de Israel contra o povo civil da Palestina, voltamos a publicar esse importante documentário.

javascript:void(0); O que a mídia pró-sionista, que domina a grande parte da imprensa brasileira e mundial, não quer mostrar.
Aqui, caem por terra todos os argumentos de Israel. Saiba da verdadeira aptidão em Israel atacar qualquer um que contrarie seus mandos.

Comentários Jair de Souza: Documentário que trata do ataque efetuado em águas internacionais pelos comandos militares do Estado de Israel contra a frota humanitária que pretendia dirigir-se a Gaza para entregar ajuda com bens de primeira necessidade aos cerca de um milhão e meio de pessoas que sobrevivem há vários anos a um ferrenho bloqueio imposto pelas forças de ocupação de Israel. Neste ataque aos pacifistas desarmados, os comandos israelenses conseguiram assassinar a nove deles e ferir gravemente quase uma centena de outros.

“Que tipo de pessoa eu seria ao ver pessoas sendo massacradas sem que eu fizesse nada?”

"Devemos proteger as crianças palestinas como se fossem nossos próprios filhos e filhas"

"O Sionismo para os palestinos é mesmo que o nazismo para os judeus, o 'nunca mais' relacionado ao holocausto deveria ser para toda a humanidade e não somente para estes".

Download:
boa qualidade  -  Alta qualidade - Legendas pt-br 
 

ou vá diretamente ao canal Josespa1 para assistir a esse e a outros documentários.

Assista também a Occupation 101, Children of Gaza, 4th World War para saber mais sobre a ocupação militar israelense sobre a Palestina.

19 comentários:

Rafa disse...

Otimo!

Voce sabe se tem opcoes para baixa-lo?? Ou sou apenas eu que nao estou conseguindo??

Abracos!!!

Black Block disse...

Parabéns pelo blog...vocês estão contribuindo e muito para que o mundo melhore, ainda que a passos de fromiga

Black Block disse...

Parabéns pelo blog...vocês estão contribuindo e muito para que o mundo melhore, ainda que a passos de fromiga

doro_boy disse...

Arquivo .avi com legendas em português embutidas

MEGAUPLOAD (Hotlink):
http://www.megaupload.com/?d=TZPEFWS5
http://www.megaupload.com/?d=PRU9CU3K
http://www.megaupload.com/?d=QZ7VD0E1

MULTIUPLOAD:
http://www.multiupload.com/P7LQ9W4T0H
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http://www.multiupload.com/Q0TAXSM698

DIVULGUEM!!!

Anônimo disse...

Olá, sou brasileiro e israelense (tenho dupla nacionalidade). Trabalho como educador, lecionando Filosofia. Combato ferozmente a política externa de Israel e qualquer ato de terrorismo, seja civil ou de Estado. Entendo a necessidade do povo palestino utilizar suas armas para manifestar-se politicamente. Creio que apenas o diálogo pode superar um problema de fronteiras não apenas territoriais, mas principalmente mentais. Porém, é muito triste e desesperador encontrar um blog (ou site) que prega a justiça, igualdade, valores humanistas, proclamando frases completamente ignorantes e sem fundamento como;

“O que a mídia sionista, que domina a grande parte da imprensa brasileira e mundial, não quer mostrar.”

Para expressar opiniões sobre um conflito bastante complexo historicamente é preciso estudar e recolher informações que nem sempre são de fácil acesso (assim como as que vocês disponibilizam). Tomem cuidado com teorias da conspiração. Não existe uma mídia sionista. Ser sionista implica apenas em ser partidário do direito do povo judeu a possuir um Estado. Direito este que compartilho. A mídia sionista é bastante ampla, com diferentes pontos de vista sobre a forma que este Estado deve ser governado, gerido, dividido....
Mídia sionista que domina grande parte da imprensa brasileira e mundial??? Isto sim é muita ignorância. Me remete ao Protocolo dos Sábios de Sião. Cuidado, vocês estão proliferando preconceito.
Segue alguns links para que possam ampliar a visão de vocês sobre a “mídia sionista”.


Sites da esquerda judaica - www.haaretz.com/print-edition/opinion/the-palestinian-narrative-has-won-1.351497

Jewish Voice for Peace -formada por muitos acadêmicos, cientistas –

www.jstreet.org (nos EUA)

www.jcall.org (Europa)

www.tikkun.org - revista do rabino Michael Lerner

Judaísmo Humanista - http://judaismohumanista.ning.com/

Att.
Denis Plapler

Anônimo disse...

Denis Plapler, você deve ter razão, Roberto Marinho, Silvio Santos, Civitas e Mesquitas, Rockfellers e Ruppert Murdoch são monges tibetanos...
Combate ferozmente? Será?

Cecilia Fellis

Jair disse...

Com relação a um dos comentários, que questiona a crítica feita ao sionismo, gostaria de expor alguns pontos de vista:
a) De minha parte, não costumo fazer referência à “mídia sionista” para não dar a entender que considero que toda a grande mídia do mundo está dominada pelos sionistas. Os sionistas (tanto judeus como cristãos) dominam sim grande parte dos meios de comunicação dos Estados Unidos e de outros países, mas não todos, nem mesmo sua maioria. Eu prefiro fazer referência à “mídia pró-sionista”, pois o fato de que a quase totalidade da grande mídia dos países capitalistas do planeta se posicione claramente ao lado do Estado de Israel não se deve a que seus proprietários sejam eles próprios sionistas. Trata-se, na verdade, de uma identificação por questões de interesses.A mídia corporativa capitalista é essencialmente pró-imperialista e, como o Estado de Israel é a menina dos olhos do imperialismo, nada mais natural do que constatar o forte apoio que Israel recebe desta mídia. Ou seja, nada a ver com identificação religiosa, racial ou tribal. Portanto, eu prefiro dizer “mídia pró-sionista”. O posicionamento pró-Israel da mídia imperialista está bem explicitado no documentário A guerra que você não vê, de John Pilger (http://www.archive.org/details/AGuerraQueVocNoVtheWarYouDontSee-JohnPilger)
b) Outra questão é sobre os chamados sionistas de “esquerda”. A política contra o povo palestino praticada pelo Estado de Israel desde sua fundação (ou melhor, antes mesmo de sua fundação) nada tem a ver com direita ou esquerda. O objetivo de livrar-se do povo palestino é um objetivo dos sionistas como um todo. Como muito bem esclareceu o historiador Ilan Pappe, as maiores atrocidades contra o povo palestino foram praticadas sob os auspícios dos governos ditos de “esquerda”. Nenhum desses grupos sionistas de “esquerda” defende a transformação do Estado de Israel num estado de todos seus cidadãos, com direitos e deveres iguais para todos, independentemente de sua origem étnica ou religiosa. Os que querem se apresentar como sendo mais bonzinhos, de “esquerda”, limitam-se nada mais que a aceitar a existência de um Estado Palestino nos 20% de território que restaria para esse fim (ainda que sem tomar medidas concretas que ajudem a viabilizar tal coisa). Quanto ao retorno dos que foram injustamente expulsos, ou à abolição de privilégios por motivos de religião ou etnia tribal, nem pensar! É preciso manter a hegemonia judaica no Estado de Israel. Para ter-se uma idéia do que isto significa, basta imaginar o que seria se no Brasil existissem leis que impedissem que cidadãos brasileiros de ascendência judaica não pudessem ter acesso a propriedades disponibilizadas pelo estado, que não pudessem exercer certas funções reservadas aos outros brasileiros, e que o casamento de judeus com não judeus fosse proibido. O que seria isto? Nada mais, nada menos, que RACISMO. É o que acontece em Israel em relação com os não-judeus com o beneplácito de todos os sionistas, “de direita ou de “esquerda”. Para melhor entender esta questão, recomendo que assistam a entrevista com Ilan Pappe (http://www.youtube.com/watch?v=buIKKeygWBY), a palestra com o teólogo humanista judeu Marc H. Ellis (http://www.youtube.com/watch?v=TOYwzFz441c) e o documentário A história sionista (http://www.youtube.com/watch?v=3jNYlUj2gMU).

Denis Plapler disse...

Cecilia Fellis,
Com certeza não são monjes tibetanos e sua ironia carece de conhecimento, Roberto Marinho e metade desta turma não é de judeus, procure se informar melhor.

Jair,
A sua diferenciação de nomenclatura faz toda a diferença pois não reproduz o preconceito. Afirmar que existe uma mídia sionista que domina o mundo (como está na “home” do blog) beira teorias da conspiração como a farsa de “Os protocolos de Sião”. O jogo de interesses comerciais, políticos e econômicos, estes sim estão bastante associados aos apoios da região. Concordo que a mídia em sua maioria é pró Israel e luto contra isto, pois acredito que não contribui para paz. A TV em sua maioria vende a guerra o tempo inteiro, pois gera lucro.
Agora, não sei se você conhece todos os sionistas para afirmar que “O objetivo de livrar-se do povo palestino é um objetivo dos sionistas como um todo.” Eu sou Sionista pois defendo o direito do povo judeu a possuir um estado, porém, que seja laico. Sua afirmação é bastante preconceituosa e precipitada. Eu não desejo me livrar de nenhum palestino. Pelo contrario, sonho com o dia que as fronteiras físicas e mentais serão deixadas de lado para que possamos conviver em paz, como foi na maior parte da história dos dois povos.
Sua outra afirmação também está bastante equivocada: “Nenhum desses grupos sionistas de “esquerda” defende a transformação do Estado de Israel num estado de todos seus cidadãos, com direitos e deveres iguais para todos, independentemente de sua origem étnica ou religiosa.”
Leia alguns textos nos links que passei na mensagem anterior. Se não for suficiente posso lhe apresentar muita gente, de movimentos sociais a partidos políticos, muita gente mesmo, israelenses, judeus, palestinos, árabes em geral, pessoas que lutam por um estado único e laico com deveres iguais para todos. Eu mesmo faço parte de um grupo de judeus brasileiros que luta justamente por isso.
Gostaria de agradecer a administração do blog que postou minha mensagem de forma democrática, mesmo que criticando o próprio blog, assim podemos promover um debate.

Abraço
Denis Plapler

Jair disse...

Prezado Denis Plapler (você conhece o Beto_W?), gostaria de esclarecer algumas coisas. O que significa sionismo para você? Atualmente, quando fazemos referência ao sionismo, estamos nos referindo àqueles que defendem um estado onde a hegemonia judaica esteja garantida. Para esses, reafirmo todas minhas críticas. No entanto, há os sionistas espirituais, humanistas, como é o caso de Noam Chomsky. Estes sionistas espirituais sonhavam (e alguns ainda sonham) com a reunião dos judeus em terras palestinas, não para formar um estado que desse supremacia aos judeus em contraposição às pessoas de outros credos e etnias. Se você defende ideais de sionismo semelhantes às de Noam Chomsky, eu prefiro não considerá-lo um sionista, pelo menos não na acepção política que o termo adquiriu nas últimas décadas. Se você defende um estado laico, um estado de todos seus cidadãos, que garanta a todos seus habitantes direitos e deveres iguais, que não cultive o temor aos outros e nem crie mecanismos para impedir que algum grupo étnico ou religioso possa eventualmente vir a tornar-se majoritário, então você está fora do que eu considero o sionista atual. Neste caso, sua defesa do estado de Israel não poderia ser a ponto de considerar que deva continuar sendo um estado de todos os judeus do mundo, mas não de todos os palestinos árabes ou de outras etnias que lá vivem ou viviam e que agora forçosamente estejam espalhados pelo mundo. Se você quiser ser justo nesta questão, defenda a existência de um estado que permita a volta de todos os cidadãos que foram expulsos pelas forças militares de Israel desde sua fundação até os dias de hoje; defenda a indenização de todas essas pessoas pelas propriedades que lhes foram roubadas, pelos sofrimentos que lhes foram causados. Tudo isto ajudaria a criar um clima muito propício ao avanço da paz e da harmonia entre todos os habitantes da região. Você deve saber bem que não há nada de intrínseco, natural ou eterno no conflito entre árabes muçulmanos e judeus. Aliás, no transcorrer da história, foi vivendo sob regimes de hegemonia islâmica que os judeus alcançaram seu maior nível de desenvolvimento cultural e liberdade até a formação de Israel. Nunca tinha havida perseguição aos judeus nos países de regimes islâmicos como aconteceu na Europa sob regimes cristãos. O conflito atual não tem nenhuma raiz bíblica, nem biológica, nem nada pelo estilo. Tem sim explicações de caráter colonialista, imperialista e capitalista. Tome como modelo a proposta de Shlomo Sand, que defende a existência de estado de Israel, mas com sua radical transformação em um estado de todos seus cidadãos (e não da comunidade judaica mundial) e a criação de uma futura federação para toda a Palestina. Seria um primeiro passo no caminho a um entendimento de paz e harmonia. Quem defende tais propostas, em meu entender, não pode ser classificado como sionista, pelo menos, não na concepção corrente que se tem do sionismo. Se quiser continuar considerando-se um sionista espiritual ao estilo Chomsky, sem problemas. Como você me recomendou que lesse algumas publicações (a maioria das quais eu já conheço há bom tempo), gostaria de pedir que dedique alguma atenção às palavras de Marc H. Ellis em seu livro e palestras "Judaísmo não é igual a Israel" (Judaism does not equal Israel). O humanismo judaico tem muita história. Não pode ser perdido em função de uma ideologia belicosa e racista, como é o sionismo que vem sendo cultivado em Israel (e pelos sionistas de outras partes) desde sua fundação.

Anônimo disse...

Ácho que o debate não tem que ser tão agressivo (nem com ironia, nem ofensas).
Acredito sim, que os judeus são donos de grande parte da mídia impressa como a televisiva, mas é um povo extremanente culto, por isso conseguiu por direito ter sucesso não só neste setor, como no cinema, na indústria, nas publicações científicas, nos bancos, petroleiras, farmacêuticas, etc. É natural um povo muito culto ter muito poder econômico, não creio que haja conspiração nisso.

José P. Mendonça

Anônimo disse...

Se o Roberto Marinho é ou não, quem quiser saber que busque na Internet. O que importa sim é que COINCIDENTEMENTE, Denis, parece que quase todos os meios de informação parecem esconder as práticas terríveis que Israel comete com os Palestinos, sem falar em outras atrocidades que faz com um boa parcela do povo árabe. Se são donos ou não, o resultado é o mesmo, apoiam esse regime de violência (que você diz combater ferozmente). Não creio que estejam tomando partido por acaso, de alguma forma existe a mídia sionista ou aquela que manipula as informações por algum tipo de pressão sionista (econômica, política, etc.).
Cecilia

Denis Plapler disse...

Jair,
creio que nossa discordância está apenas entorno da concepção do que é o Sionismo. Eu, como disse, nasci em Israel, naturalizei-me brasileiro, sou judeu por origem, mas sou agnóstico filosoficamente. Jamais defenderei a existência de um Estado religioso, mas o respeito ao culto de cada um em âmbito privado. Minha maior preocupação em discussões como estas é combater as generalizações, características de preconceitos como desta moça Cecília. Ainda enxergo-me como Sionista por defender o direito e necessidade do povo judeu a um Estado (laico), com todas as garantias descritas por você. Por quê continuo me afirmando como Sionista? Justamente como você disse, nas ultimas décadas o Sionismo adquiriu alguns significados, aos meus olhos equivocadíssimos por não reconhecerem linhas de pensamento sionista que não deixam de ser sionistas e defendem a existência do estado de Israel, porém de forma laica e com direitos iguais a todos seus cidadãos. Algumas discussões levantadas por você precisariam de um espaço e tempo maior, mas são bastante relevantes. Gostaria de saber a sua opinião por exemplo sobre as seguintes questões.
Você acredita que o retorno e a liberação de palestinos exilados e presos ajudaria a firmar a paz na região? A história dos paises árabes não nos leva a acreditar nisto. O que dizer também dos paises árabes que se recusaram a acolher os palestinos diversas vezes?
Você acredita que após todas as perseguições sofridas pelos judeus ao longo da história, e não me refiro apenas ao Holocausto, mas também aos pogroms, inquisições e domínios imperiais, o povo judeu não necessita de um Estado que lute por sua segurança?

Anônimo disse...

Vai faltar planeta se todos os povos que foram perseguidos precisarem de um país...
Pensar na quantidade de aborígenes que não tem o nível de vida dos judeus, que são marginalizados em qualquer lugar do mundo.
E o descendente budista de japonês que vive no Brasil, mantém a tradição na comida, nas festas, no linguajar... esse nem pode voltar para o Japão, porque é brasileiro.
Porque o descendente de judeu não pode se sentir alemão, argentino, brasileiro? E caso possa, porque de um país a custa de sofrimento de um outro povo? Sinto muito, Denis, mas seu discurso não difere em muito de um direita sionista. Vai ver que o sionismo seja isso mesmo...

Jair disse...

Estimado Denis Plapler, discordo de você sobre a necessidade de um estado para o “povo” judeu, assim como discordo da necessidade de um estado para o “povo” católico, ou para o “povo” islâmico, ou para o “povo” budista, ou qualquer outro grupo religioso. Se você é contra um estado teocrático, ou baseado na religião, não dá para justificar um estado para o “povo” judeu. Não há nenhuma condição de considerar a existência de um povo judeu sem apoiar-se fundamentalmente em critérios religiosos. Se quiser falar do povo israelense (formado em sua maioria por cidadãos de religião judaica), sem problemas. Mas não de um estado que pertence a todos os judeus do mundo, mas não aos palestinos que lá vivem há muitos séculos.
Quero que os judeus e os não-judeus tenham sempre, e em qualquer lugar, o direito de exercer livremente suas crenças, ou falta de crença. Mas acho um absurdo constituir um estado para os seguidores de uma religião.
Embora a fundação de Israel tenha sido uma monstruosidade que causou a expulsão, a perseguição e guetoização do povo palestino, não dá para retroceder a roda da história. Os descendentes dos que expulsaram os palestinos e tomaram suas terras não podem ser responsabilizados pelos crimes de seus antepassados. Mas, é preciso eliminar a desumanidade atual. Os palestinos do Estado de Israel propriamente, os dos territórios ocupados e os dos campos de refugiados estão sofrendo penúrias que não podem ser admitidas por nenhum ser humano que queira fazer jus a esta condição. Por isso, é obrigação moral de todo humanista estar do lado do povo palestino em sua luta por justiça e emancipação. Não dá para dizer-se favorável aos direitos dos palestinos e defender um estado de supremacia judaica. Fale em um estado para os israelenses de toda e qualquer religião ou etnia, com direitos e deveres iguais.
Seria injusto que você e seu filho, por professar o judaísmo, não pudessem gozar no Brasil dos mesmos direitos que eu e meu filho. As comunidades judaicas precisam voltar a entender isto. O sionismo político causa dano à humanidade ao tratar de separar o judeu do resto da humanidade. É possível estar plenamente integrado ao conjunto da humanidade sem abandonar nossa herança cultural e religiosa. A perseguição aos judeus através da história (praticada principalmente pelos europeus) é uma atrocidade abominável. Mas não é de modo algum a única ou a maior atrocidade já cometida contra seres humanos. Milhões e milhões de ameríndios foram trucidados, exterminados ou escravizados por colonos europeus; milhões de negros africanos foram exterminados, masssacrados ou escravizados por colonos, traficantes e religiosos europeus. Devemos fazer todo o possível para que tais crimes nunca mais ocorram, mas não devemos dar mais peso a uma ou outra dessas monstruosidades. O sionismo político faz isso.
Acho injusto responsabilizar os outros estados árabes pela desgraça dos palestinos expulsos de Israel. Embora eles devessem ter sido muito mais solidários com os palestinos injustiçados, a responsabilidade total é e será sempre do agressor que os expulsou, que os segregou e que os vêm martirizando até hoje, ou seja, do Estado de Israel.
Não aceito a ideia de que os judeus precisam ter um estado para que não haja mais holocaustos, pogroms, antissemitismo, etc. Nós precisamos de estados democráticos de verdade, de todos os cidadãos, para que não exista perseguição nem discriminação contra os judeus e nem contra ninguém. Hoje em dia, em Israel, há violenta perseguição e discriminação contra o povo palestino. Na Europa de hoje as vítimas da discriminação e da ameaça de pogroms são os muçulmanos, não os judeus.
Antes do advento do sionismo político, os humanistas de ascendência judaica tinham forte presença à cabeça dos grandes movimentos e lutas em prol de causas progressistas. Não posso me esquecer de Joe Slovo na luta contra o apartheid sul-africano e a presença de Olga Benario na luta de nosso povo brasileiro. Quero que isto volte a ser a tônica. Toda a humanidade sairia ganhando, inclusive, as comunidades judaicas de todo o mundo.

Anônimo disse...

Sr. Anônimo, não sei se o senhor já passou por algum tipo de descriminação, ou algum de seus familiares. Mas eu que já perdi grande parte de minha família no Holocausto acharia ótimo que as demais minorias perseguidas também encontrassem refugio e proteção, como os judeus encontraram a sua (por mais que eu acredite que não precise ser desta maneira). Foi mantendo suas tradições em seus paises que os judeus foram chacinados ao longo da história. Procure estudar um pouco mais. Leia por exemplo sobre o caso Dreifus. Pior que um discurso de direita é um discurso disfarçado de esquerda e sem informação.
Jair, Eu realmente não sei se um Estado judeu é necessário, ou é a solução. Mas os judeus apenas não foram exterminados pelo ocidente após a fundação do Estado de Israel. Eu a principio sou contra a idéia de Estado. Não acredito na possibilidade de uma vida livre e realmente democrática dentro do conceito de Estado Nação. Todo e qualquer Estado se legitima apenas pelo uso legítimo (legitimado pelos seus cidadãos) da força. Um estado israelense que garanta a segurança e os direitos de judeus e muçulmanos seria uma bela possibilidade, por mais distante que nos pareça. Parece que a esquerda brasileira por vezes em seus argumentos esquece-se que os judeus também estão a séculos vivendo no mesmo território, do qual foram expulsos em 70 d.C. (antes da existência do islamismo). Concordo plenamente com você quando diz que ;

”Quero que os judeus e os não-judeus tenham sempre, e em qualquer lugar, o direito de exercer livremente suas crenças, ou falta de crença. Mas acho um absurdo constituir um estado para os seguidores de uma religião.”
Porém, saiba que muitos palestinos venderam as suas terras a judeus que fundaram o Estado de Israel. Muitos mesmo. Os demais sim, foram expulsos e guetificados.
Acredito que todo humanista deva permanecer do lado da paz, da justiça e da igualdade social e creio que nossa discussão serve para nortear também estes valores e ações.
Como lhe disse anteriormente, defendo a existência de Israel, mas com condições iguais a todos seus cidadãos, judeus e não judeus.
Eu jamais falei que os judeus são o povo mais perseguido da história, embora com certeza estejam entre os principais. Não acredito que seja importante definirmos o povo mais perseguido. Porém, seria maravilhoso que nenhum povo mais fosse perseguido realmente. Eu sei o que é perder parentes próximos por puro preconceito.
Hoje, Israel conta com aproximadamente 6 milhões de judeus em sua população, o mesmo número de mortos no Holocausto nazista.
Diferente de você, acho injusto fechar os olhos para falta de auxilio dos paises árabes aos refugiados palestinos. Bastante maniqueísta inclusive.
Tudo bem que você pense “Não aceito a ideia de que os judeus precisam ter um estado para que não haja mais holocaustos, pogroms, antissemitismo, etc.” Porém, qual alternativa você sugere? Nenhum judeu quer mais passar a angustia de perder parentes próximos e queridos.
Concordo que “ Nós precisamos de estados democráticos de verdade, de todos os cidadãos, para que não exista perseguição nem discriminação contra os judeus e nem contra ninguém.” Mas não sei se acredito nesta possibilidade.
Mesmo após o advento do sionismo político, os humanistas de ascendência judaica continuam com forte presença à cabeça dos grandes movimentos e lutas em prol de causas progressistas, basta pesquisar. Eu conheço muitos.
Grande abraço.
Denis Plapler

Jair disse...

Estimado Denis Plapler, na verdade, venho notando que, apesar de um palavreado conciliador, você acaba sempre defendendo um estado de supremacia judaica. Não é possível dizer que deseja um estado de Israel onde haja igualdade entre todos seus cidadãos e defender que Israel é a garantia da existência do "povo" judeu. Se é para ser garantia do "povo" judeu tem de ser um estado de supremacia judaica, o que, para mim, é uma monstruosidade, um estado racista (coisa que de fato Israel é na verdade). Não há na atualidade nenhum, repito, NENHUM, sionista à frente de nenhuma luta de caráter humanista, NENHUM! Espero mesmo que você consiga nomear pelo menos um dos que você diz que existem. A menos que você queira listar entre seus indicados gente como Noam Chomsky, ferrenho inimigo da concepção de um estado judaico. Existem sim muitos israelenses judeus, assim como judeus não isralenses, que são valorosos defensores dos direitos humanos e que se posicionam firmemente a favor das causas progressistas da humanidade: Norman Finkelstein, Jeff Halper, Neve Gordon, Amira Hass, Gideon Levy, Naomi Klein, Shlomo Sand, Phyllis Bennis, Juan Gelman, e muitíssimos outros. De certa forma, já estou acostumado à evolução do debate entre gente que se diz sionista mas que defende o direito à igualdade dos palestinos, etc. A gente vai espremendo, espremendo o assunto e, no final, o que fica mesmo é uma ferrenha defesa do estado de Israel como um estado dos judeus. Outro argumento que não merece nenhum crédito por nenhuma pessoa com senso de justiça é a alegação do direito dos judeus às terras palestinas por de lá terem sido expulsos há 2.000 anos (como você trata de defender). Em primeiro lugar, é uma grande balela isto da expulsão dos judeus no ano 70 aD. Caso queira mais detalhes, consulte o livro de Shlomo Sand, The invention of the Jewish people, o qual não tem como ser desacreditado dentro da análise histórica. Não é à toa que os sionistas agora se prendem à teoria do cromossoma judeu. Por favor, Denis Plapler, não se prenda a coisas tão insustentáveis. Mesmo que fosse verdade a lenda da expulsão dos judeus naquele tempo, como justificar a permanência do direito à terra palestina depois de uma ausência de 2.000 anos? E como justificar a expulsão de um povo (o povo palestino) que nada teve que ver com a lenda da expulsão? Prender-se às teses do sionismo é defender a continuidade da crueldade, da monstruosidade, dos crimes que vêm sendo praticados contra milhões de pessoas. Na verdade, como bem sabia o fundador de Israel, Ben Gurion, os palestinos têm muito mais probabilidade de ser os descendentes dos antigos povos hebreus que habitavam aquela região do que os atuais judeus askenazis, de origem khazariano, sem nenhuma vinculação étnica com os hebreus antigos. Ou seja, o crime atual contra os palestinos pode sim ser visto como um crime contra os descendentes dos antigos hebreus.

Anônimo disse...

Jair, não é apenas o meu palavreado que é conciliador, é a minha postura diante da vida e do respeito aos outros, justamente por isso trabalho como educador e faço o meu mestrado pautado no estudo do diálogo. Não defendo um estado de supremacia judaica, mas o direito legítimo dos judeus a permanecerem seguros em um território com o qual árabes e judeus se identificam historicamente.
Você ainda não me respondeu questões importantes. Os judeus apenas pararam de ser dizimados após a fundação do Estado de Israel. Existe um medo muito bem fundamentado de todo o povo, de voltar a ser perseguido.
Embora não seja ao meu ver a questão mais importante do nosso debate definir o que é ou não sionismo, pois creio que no fundo devemos discutir como prosseguir com a vida na região do conflito, segue ainda assim alguns nomes que me solicitou.
Há dois meses cinqüenta intelectuais em Israel assinaram um manifesto exigindo do governo a abertura imediata de neogicacoes de paz com os palestinos. Dentre eles o escritor David Grossman, a patrona do teatro israelense Hanna Maron. O jornal Haaretz, de Israel, prega incessantemente a necessidade de negociar a paz e por fim a ocupação, além de denunciar constantemente abusos cometidos contra palestinos.
Diferente do que você me respondeu, ao espremer os seus argumentos é que fiquei bastante desapontado, pois quando não pode refutar ou argumentar contra evidencias que coloquei diante dos seus olhos, simplesmente desmereceu meus argumentos sem conseguir respondê-los. O que mostra a sua incapacidade de reconhecer o outro. O direito a existência do outro, reconhecer a possibilidade de diferença. Você faz do seu discurso uma verdade absoluta e tão fundamental que se torna fundamentalista.
Como pode dizer que “Outro argumento que não merece nenhum crédito por nenhuma pessoa com senso de justiça é a alegação do direito dos judeus às terras palestinas por de lá terem sido expulsos há 2.000 anos (como você trata de defender).” Como não????? Quer dizer que o direito dos palestinos em permanecerem nestes territórios é apenas uma questão de tempo???? Se os israelenses os deixarem por dois mil anos expulsos não poderão mais contestar seus direitos????
Inacreditável ainda a sua ignorância histórica . Você nega fatos e documentos históricos. Procure se informar sobre a língua, as tradições e o livro sagrado dos Hebreus, a Torá, procure se informar sobre a religião do povo hebreu e a primeira Torá encontrada nos estudos arqueológico. Você simplesmente prega o ódio pelo ódio, possui um falso discurso de paz que esconde a motivação a miséria da guerra. Por acaso sabe a origem do nome Palestina? Ele foi criado pelos romanos para desassociar a terra ao povo judeu.
O Estado Palestino já deveria estar de pé desde quando a Assembléia Geral da ONU aprovou por 33 votos contra 13, em 29 de novembro de 1947 a partilha da Palestina em dois estados um judeu e um árabe. Na ocasião, as lideranças palestinas e os governos árabes rejeitaram a partilha. Em 14 maio de 48 o mandato britânico chegou ao fim, os judeus proclamaram o Estado de Israel. No dia seguinte seis países árabes declararam guerra a Israel, a primeira das muitas que se seguiram.

Eu não sou um defensor de Estados. Como disse Jean Renoir “as fronteiras são invenções humanas que o ser humano não reconhece”. Todo Estado só se legitima pelo uso da violência. Acredito que o mundo seria muito melhor sem fronteiras e aprendendo a conviver com as diferenças sem a discriminação e o preconceito. Mas historicamente o povo judeu sofreu muito sem um lugar para se refugiar. Navios de refugiados do Holocausto foram rejeitados em fronteiras de terra firme e tiveram que retornar a Alemanha nazista. A isso você não responde.
Gostaria muito de ver em vida a paz entre israelenses e palestinos, mas isso só irá acontecer se ambos os lados reconhecerem a legitimidade de ambos permanecerem na região.

Denis Plapler

Jair disse...

De tudo o que você escreveu, vejo reforçado a suspeita que tinha desde o início: você é apenas mais um defensor do estado assassino de Israel. Como os sionistas raivosos não conseguem nenhum tipo de credibilidade, é preciso lançar em campo os "equilibrados", que pretendem mostrar-se "neutros", "preocupados" também com o destino do povo palestino. Na verdade, tudo o que você deseja é encontrar formas de justificar a expulsão do humilde povo palestino de suas terras, seu massacre pelas forças assassinas de seu estado tribalista (tribalista só na teoria, porque os europeus sionistas que para lá foram não tem nenhuma vinculação étnica com os primitivos hebreus, são de origem khazariana). O positivo desta troca de palavras é que deixa patente que não existe nenhum sionista, repito nenhum, que possa ser ao mesmo tempo humanista. É impossível ser humanista e defender um estado criminoso. Mas, assim como os inúmeros judeus de consciência que continuam em sua luta de resistência, eu também não perco a esperança de que um dia as comunidades judaicas se livrem da escória do sionismo e voltem a identificar-se com as grandes causas humanistas.

Anônimo disse...

Link quebrado